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CANDOMBE
EM BOTAFOGO E NO
URUGUAI
Parte 1
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André
Luiz Lacé Lopes
De partida para mais uma
viagem ao Uruguai tratei de entrar em contato com os Tocadores da Lua
(Fernando), no Bairro de Botafogo, na Cidade do Rio de Janeiro. Do grupo
(Fernando!), especializado em Candombe, recebi valiosa recomendação para
procurar, em Montevidéu, Gustavo Fernández Zeballos, mestre no assunto.
Foi o grande compositor
Elton Medeiros que primeiro me falou sobre Candombe, equivocadamente, por
muitos, confundido com o Candomblé. Mais adiante, em Punta Ballena, na
famosa Casapueblo, tive o prazer e a honra de receber das mãos de
Carlos Páez Vilaró, seu instigante livro “Entre colores y tambores”. Instigante até
pelo fato de mencionar a prática de algo aparentado a nossa Capoeira, a
“riña de gallo” como praticada pelos escoberos do
Candombe.
  
Só esse encontro,
senhores, justificaria viagem a Montevidéu, muito embora, dessa vez, o
objetivo básico era participar de mais um dos inusitados eventos da
organização aBrace (é assim mesmo, aBrace), o
3eros Juegos Florales; onde e
quando seria lançada coletânea literária na qual eu participava com cinco
trabalhos. Dentro da série de encontros literários haveria concurso que
premiaria os três melhores poemas inscritos. Evento que nos surpreendeu de
tal forma que, simplesmente, não deixou muito tempo vago para programações
independentes. Nem mesmo o contato que sempre fazemos com os mestres de
capoeira “Exterior” (Fábio Moncalvo) e Lúcia Meyer. Quanto ao Candombe,
também não foi possível contatos locais, em compensação, dentro da
programação do Evento da aBrace houve momentos líteromusicais inesquecíveis,
onde não faltou cantoria mágica de músicas folclóricas uruguaias, candombe,
tango, chacarera, milonga, zambas criollos, sambas, polcas...
Difícil destacar o melhor
momento, mas, apenas a guisa de exemplo, eu citaria três: 1. A apresentação
– poemas, contos e cantoria – na Quinta Capurro, em Santa Lucia; 2. A
apresentação na Casa de los Escritores del Uruguay (Mercado de la
Abundancia); 3. Confraternização final, na Vieja Bodega, onde, especialmente
os participantes uruguaios deram uma demonstração majestosa da cultura
musical uruguaia e do comportamento fraterno do seu povo.
 
Também será difícil e
arriscado destacar nomes, pois todos que se apresentaram brilharam, da
brasileira Arlete Silva, cantando à capela, ao internacional compositor,
escritor, poeta e brilhante cantor uruguaio Daniel Guerra, especialmente
convidado para abrilhantar alguns encontros promovidos pela incansável,
eficaz e simpática aBrace. Guerra, com a força do seu canto e de sua
personalidade, é um embaixador natural do extraordinário, fascinante e
competente mundo uruguaio. País vizinho e irmão que todos, especialmente,
por motivos óbvios, o Brasil, devem procurar visitar mais e mais.
 
Como estratégia de viagem,
com vistas a eventual visita ao Uruguaio, aconselho, de saída, navegar
(Internet) no site da aBrace (hhttp://www.abracecultura.com/vs1/pt/) e no Youtube DANIEL GUERRA –LA ROCHENSE (1998) e DANIEL GUERRA -CIUDAD MIA (2001)
-“canto popular uruguayo es una polca, muy buen tema, con paisajes del
Departamento (província, estado) de Rocha (Uruguay)”.
Terminamos na próxima
crônica (Montevidéu, “aquele aBrace”!).
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